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  • Redação

Projeto Supaneiro Chega Ao Marajó Em Ação do Praia Acessível

A atividade reforça a importância da preservação dos mananciais amazônicos com oficina de sup para pesssoas com deficiência e coleta de resíduos sólidos


No proximo dia 19 de dezembro, na praia da Barra Velha, município de Soure, Ilha do Marajó, ocorre a segunda edição do Projeto Supaneiro. A iniciativa busca por meio do stand up paddle, refletir sobre o descarte de resíduos sólidos em nossos mananciais e como podemos contribuir para a redução de danos neste bioma líquido. A ação, fruto da parceria entre Superação Stand Up Paddle e River Sea Chocolates, se une ao Projeto Praia Acessível, programa de inclusão da Associação Desportiva de Deficientes do Marajó e APADS - Associação de Pais, Amigos e Deficientes de Soure.




O projeto Supaneiro alerta sobre a necessidade urgente de preservação das águas do planeta e busca definir formas de nos relacionarmos com nossos rios e mares, fortalecendo comunidades locais, além de desenvolver um olhar sobre a auto responsabilidade e práticas de mudança para reduzir os impactos negativos no meio ambiente e melhorar a qualidade de nossas águas. Para isso, o projeto conta um forte aliado. O paneiro. Cesta de origem indígena, produzida com talos de várias palmeiras da região amazônica, a exemplo do buriti. O paneiro pode ser facilmente encontrado nos mercados de Belém, o objeto além de ter sido escolhido como ferramenta para a coleta de resíduos nas águas de Belém e região, visa fortalecer a identidade ancestral amazônida, como define Mariano D"Aguiar, da River Sea Chocolates.

O saber ancestral na forma de um cesto montado a um estilo de vida vindo em socorro de uma comunidade tão dependente das águas e como devemos cuidar desse bioma azul

Mariano D'Aguiar - River Sea Chocolates

 


O Supaneiro teve início em junho deste ano, dentro da Semana do Meio Ambiente com uma ação de limpeza no rio Benfica e Baía do Guajará, ambos na região metropolitana de Belém. Além de Soure, no Marajó, o projeto pretende alcançar em 2023, as comunidades da Vila da Barca, em Belém e a quilombola, Ababacatal, em Ananindeua. Comunidades às margens de rios, mares e bacias serão visitadas para receber ações do projeto, como explica Ruy Montalvão, um dos idealizadores da iniciativa.


"Nós, enquanto praticantes de sup, convivemos com todo os tipos resíduos nas águas durante a prática da nossa atividade. Encontramos de tudo no rio. Plástico é o campeão, mas já encontramos vaso sanitário, partes de sofá, televisão. É uma ameaça não só para o nosso esporte, mas para a saúde de todos. Daí a necessidade urgente de realizarmos este trabalho que começa em nós e se estende às comunidades que estão ligadas a estes mananciais", comenta Ruy.

Ruy Montalvão durante ação do Supaneiro em Benfica


 



A escolha de Soure como local da ação se deve a sua importância como Resex. Uma área de proteção federal, utilizada por populações extrativistas tradicionais, cujo auto sustento está diretamente ligado ao caranguejo.


Segundo relatório do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, divulgado recentemente, revela que a poluição causada por plásticos pode ser duplicada até 2030. A previsão pode trazer consequências graves para a saúde, economia, biodiversidade e clima.



Para auxiliar o Projeto Supaneiro, será utilizado um aplicativo lançado recentemente, conhecido como EyeSea App. Olho do mar. A ferramenta, criada pelo neozelandês Ryan Graeme é uma forma de registrar informações sobre os resíduos encontrados nas águas. Basta uma foto e o aplicativo registra a localização em GPS, a hora e o tipo de resíduo.



Com isso, a imagem é colocada em um mapa (ou gráfico) para servir como banco de dados para quem quiser fazer um bom trabalho com eles. Alocar efetivamente os recursos para projetos de limpeza e destacar as áreas necessitadas.


Para Graeme, a poluição marinha é um problema tão grande que não se pode fazer nada sozinho.

Pode ser descrito como um problema tão grande que ninguém poderia fazer nada a respeito. Grandes manchas de lixo no Pacífico, mais plástico do que peixes. O que uma pessoa pode fazer?

Graeme Ryan - Criador do EyeSea App


O aplicativo EyeSea está disponível tanto para Android quanto IOS e pode ser baixado de forma gratuita. Atualmente, o App está sendo ofertado somente na versão em inglês, mas já existe uma possibilidade para a versão em português, quando a ferramenta alcançar a marca de mil downloads. Você pode ajudar fazendo o download pelos link: https://eyesea.org/


Serviço Projeto Supaneiro:


Oficina de SUP Para Pessoas Com Deficiência no Projeto Praia Acessível e Ação de limpeza

Data: 19.12

Local: Praia da Barra Velha - Soure (Marajó)

Horário: 08h às 12h

Apoio: River Sea Chocolates, EyeSea App, Praia Acessível

Realização: Superação Stand Up Paddle








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